domingo, dezembro 28, 2008

londres & livros

estou em londres. vim passar natal e ano-novo e me desesperar nas livrarias. ontem comprei, a preco de bananas londrinas, o infinite jest do dfw. encarareirarara.

depois de muito muito tempo, uma poeta faz meu coracao bater aceleradamente e minhas maos procurarem a carteira desesperadamente. chama-se anne carson. e e do canada. e e do tipo que resume sua biografia assim: anne carson lives in canada.

adorei!

desde ontem comprei dois de seus livros: glass and god e the beauty of the husband.

este ultimo arrematei no sebo walden books, aqui em camden town, ha meia hora. incrivelmente o dono se ainda lembrava de mim. a ultima vez que tinha ido la: 2003.

alem do livro da carson, comprei our town and other plays, do thornton wilder (dica do kurt vonnegut) e watt, do samuel beckett.

e agora chega de comprar livros! chega! cheeeega!

sábado, dezembro 20, 2008

old holden caulfield (2)

The best thing, though, in that museum was that everything always stayed right where it was. Nobody'd move. You could go there a hundred thousand times, and that Eskimo would still be just finished catching those two fish, the birds would still be on their way south, the deers would still be drinking out of that water hole, with their pretty antlers and their pretty, skinny legs, and that squaw with naked bosom would still be weaving that same blanket. Nobody'd be different. The only thing that would be different would be you. Not that you'd be so much older or anything. It wouldn't be that, exactly. You'd just be different, that's all. You'd have an overcoat on this time. Or the kid that was your partner in line the last time had got scarlet fever and you'd have a new partner. Or you'd have a substitute taking the class, instead of Miss Aigletinger. Or you'd heard your mother and father having a terrific fight in the bathroom. Or you'd just passed by one of those puddles in the street with gasoline rainbows on them. I mean you'd be different in some way - I can't explain what I mean. And even if I could, I am not sure I'd feel like it.

J.D Salinger, The Catcher in the Rye

sexta-feira, dezembro 19, 2008

old holden caufield


The thing is, it's really hard to be roommates with people if your suitcases are much better than theirs - if yours are really good ones and theirs aren't. You think if they're intelligent and all, the other person, and have a good sense of humor, that they don't give a damn whose suitcases are better, but they do. They really do. It's one of the reasons why I roomed with a stupid bastard like Stradlater. At least his suitcases were as good as mine.


J.D. Salinger, The Catcher in the Rye
a mais nova da apple



the iToilet.
a erva que eu gosto

hoje fui comprar erva mate no armazém do senhor iraquiano. ele empilha os pacotes de cruz de malta entre caixas de chá árabes e hindus. me faz sentir exótica. a primeira vez que vi erva para vender em delft, a primeira e única vez, quase não pude acreditar na minha sorte. já havia procurado na internet, mas só encontrei uns fóruns de argentinos recém chegados à holanda, desesperados, subindo pelas paredes. e nada para aliviar el dolor.

entrei no armazém e fui direto à erva. o pacote que tinha em casa já estava por terminar. o dono me perguntou, surpreso: "do you drink that??". os pacotes são de 250 gramas, mas como a minha cuia é pequena...

a cruz de malta chega aqui via beirute.

doce de leite dá pra encontrar no supermercado, se chama "mijn oma" (minha avó) e a receita é argentina. hmmm! que rico. eu fui criada a conaprole, mas recentemente tive que dar o braço a torcer para os argentinos poncho negro e, claro, havanna. experimentem o que vem numa caixinha de papelão. se forem a buenos aires, não deixem de ir à sorveteria persicco e tomar o sorvete de ddl. este é para o dia 1. no dia 2, encarem o de ddl com brownie.

mas tem dias que eu queria mesmo um mu-mu de saquinho.

terça-feira, dezembro 16, 2008

PARABÉNS, NOAH!
primeiro lugar no mestrado 
preferiria que tu caísses na estrada
mas agora caiu a casa!
estamos morrendo de orgulho, eu e a margarete 
sou tia tiete, olha essa foto, o look:
marcelo, meu irmão de viagem
um grandessíssimo filho da puc!

domingo, dezembro 14, 2008



"the purpose of the moon", tom robbins


1.

Vincent van Gogh cut off his ear and sent it to Marilyn Monroe.

Marilyn Monroe was so touched that she gave up everything—her career, her swimming pool, her wiggle, her telephone, her suicide, everything—and moved to the south of France to be with Vincent van Gogh.

Did they live happily ever after? No, no one ever does. But they pretended to live happily ever after. And since all things become what we pretend they are, fake happiness is as good as the real stuff.


quinta-feira, dezembro 11, 2008

“Why candles?” objected Daisy, frowning. She snapped them out with her fingers. “In two weeks it’ll be the longest day in the year." She looked at us all radiantly. “Do you always watch for the longest day of the year and then miss it? I always watch for the longest day of the year and then miss it.”

scott fitzgerald, the great gatsby
sheena is a punk rocker

sábado, dezembro 06, 2008

calçadas de rotterdam


uma vida sem livros é invivível


o mundo inteiro é a minha pátria



preciso confirmar, mas acho que as frases são do erasmo. sim, aquele do elogio da loucura.

sexta-feira, dezembro 05, 2008




M. Laruelle wondered if it was going to rain: it sometimes, though rarely, did at this time of year, as last year for instance, it rained when it should not. And those were storm clouds in the south. He imagined he could smell the rain, and it ran in his head he would enjoy nothing better than to get wet, soaked through to the skin, to walk on and on through this wild country in his clinging white flannels getting wetter and wetter and wetter. He watched the clouds: dark swift horses surging up the sky. A black storm breaking out of its season! That was what love was like, he thought; love which came too late. Only no sane calm succeeded it, as when the evening fragrance or slow sunlight and warmth returned to the surprised land! M. Laruelle hastened his steps still further. And let such love strike you dumb, blind, mad, dead—your fate would not be altered by your simile. Tonnerre de dieu... It slaked no thirst to say what love was like which came too late.

malcom lowry, 
under the volcano 

quinta-feira, dezembro 04, 2008












não me ofereceram nem um cigarro
fiquei na porta estacionando os carros

quarta-feira, dezembro 03, 2008

go, rimbaud!



patti smith, horses

terça-feira, dezembro 02, 2008

avec un ciel si bas



esses dias estava contando para odile que o céu é lindo aqui na holanda, e ela me lembrou de uma canção do jacques brel, que era belga, "le plat pays", sobre estas terras baixas, e sobre o céu daqui, que também é baixo. olho pela janela agora e vejo um céu baixo, de nuvens enormes. quando vejo os quadros dos mestres holandeses, é o mesmo céu. e poderia-se dizer, os mesmos canais, e vacas muito parecidas.

a holanda é linda. a língua é complicada. o céu é lindo mesmo quando está cinza e desaba.

*

Le plat pays
Jacques Brel

Avec la mer du Nord pour dernier terrain vague
Et des vagues de dunes pour arrêter les vagues
Et de vagues rochers que les marées dépassent
Et qui ont à jamais le coeur à marée basse
Avec infiniment de brumes à venir
Avec le vent de l'est écoutez-le tenir
Le plat pays qui est le mien

Avec des cathédrales pour uniques montagnes
Et de noirs clochers comme mâts de cocagne
Où des diables en pierre décrochent les nuages
Avec le fil des jours pour unique voyage
Et des chemins de pluies pour unique bonsoir
Avec le vent d'ouest écoutez-le vouloir
Le plat pays qui est le mien

Avec un ciel si bas qu'un canal s'est perdu
Avec un ciel si bas qu'il fait l'humilité
Avec un ciel si gris qu'un canal s'est pendu
Avec un ciel si gris qu'il faut lui pardonner
Avec le vent du nord qui vient s'écarteler
Avec le vent du nord écoutez-le craquer
Le plat pays qui est le mien

Avec de l'Italie qui descendrait l'Escaut
Avec Frida la blonde quand elle devient Margot
Quand les fils de novembre nous reviennent en mai
Quand la plaine est fumante et tremble sous juillet
Quand le vent est au rire quand le vent est au blé
Quand le vent est au sud écoutez-le chanter
Le plat pays qui est le mien.