sexta-feira, outubro 31, 2008

algumas palavras-chave


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quinta-feira, outubro 30, 2008

aproveite a promoção

* hoje, em porto alegre, meu amigo marcelo bohrer autografa "nadismo: uma revolução sem fazer nada". o marcelo estudou comigo na ufrgs. me fez ler sobre o zen, sobre o budismo, até sobre o timothy leary me fez ler. se eu fosse o tom robbins, ele seria meu terence mckenna.

* os sete noivos arremessam, dia 4/11, o livro "amoramérica".



* marília garcia e a teus pés em ordem alfabética. ricardo aleixo quer os seios da sereia. laura erber movida contraditoriamente por x e y.

* e timo berger avisa que está tudo pronto para a próxima latinale. vai ser de 15 a 22 de novembro em berlim, halle e bremen. quem estiver na alemanha nesse período vai ter a oportunidade de escutar 12 poetas chóvens muito interessantes, como os mexicanos minerva reynosa e luis felipe fabre, e o chileno yanko gonzáles. eu participei ano passado e foi muito bacana.

* na série canciones que me gustan, "no train to stockholm", do lee hazlewood. agora estou ouvindo a versão do Erlend Øye.

segunda-feira, outubro 27, 2008

dia 6/11



meus amigos dirceu villa

e pádua fernandes lançam livros.

passarinho

estava caminhando com minha irmã quando vimos um passarinho bem quieto na calçada. chegamos perto e ele não se mexeu. minha irmã resolveu pegá-lo, disse: olha que bonitinho, e o bicho na mão dela só abria e fechava os olhos. eu disse: deixa o passarinho, não posso levar pra casa, vamos embora. mas ela não queria deixá-lo ali, dizia que um gato ou um cachorro etc., que o bicho morreria. no fim consegui convencer minha irmã a deixá-lo num canto, perto de um arbusto. saímos em silêncio.

no caminho, encontramos uma loja de animais. minha irmã disse: pergunta se eles podem fazer alguma coisa pelo passarinho. entrei, contei a história. o dono da loja disse algo em holandês a uma freguesa. a freguesa pensou um pouco, olhou pra cima, respondeu em holandês, e me perguntou, em inglês: que cor é o passarinho? fiquei pensando em todas as cores que ele tinha, marrom, cinza, branco. um pouco de amarelo.

- é azul? verde?

- é marrom, eu respondi.

eles nos disseram, então, que o melhor era deixar o passarinho lá mesmo. "it's nature." disseram também que devemos chamar a ambulância ao encontrar animais doentes na rua. "mas acho que eles não vêm socorrer bichos tão pequenos como um passarinho."

quarta-feira, outubro 22, 2008

omstreeks

unable to write her Poesia
la queridinha went to see
uma colega que escrevia
le relató su failure, le dijo que
nada le salía

ora, ora, my cherry coke!
le dijo la very succesful lyrikerin
lo que necesitás
não é ataraxia,
es una brand new crisis!
LINIERS LANÇA MACANUDO 1 HOJE EM SÃO PAULO!






se você ainda não conhece os quadrinhos do liniers, tá em tempo, clique aqui.

segunda-feira, outubro 20, 2008

ondas literárias



o programa ondas literárias, produzido pela poeta andréa catropa, estréia sábado, dia 25/10, às 10h30, na rádio cultura brasil (1200khz). também dá para escutar pela internet. o primeiro entrevistado é o poeta maranhense celso borges. pra saber mais sobre o ondas literárias, leia o blog do programa.

sexta-feira, outubro 17, 2008



a pia pinga. o poema é meu, o vídeo é de ricardo silveira. para ver todos os vídeos do poema passageiro, da mostra sesc de artes 08, clique aqui.

quarta-feira, outubro 15, 2008

encontrei -- comecei a ler the master and margarita, do mikhail bulgakov, e já sinto que vai se transformar num favorito. a primeira vez que ouvi falar sobre o livro foi quando estava morando no sul da bolívia com minha irmã renata. ela fazia parte do hospitality club e, como estávamos na metade do caminho entre potosí e a fronteira argentina, hospedava com freqüência viajantes estrangeiros. em novembro de 2006 um francês chamado laurent veio passar uns dias com a gente em camargo. estava viajando fazia um ano, vinha de bangalore passando por ontário, triângulo das bermudas, medellín, etc. laurent tinha um HD externo cheio de balkan beats e chansons, que só utilizava com o nosso singelo estéreo no volume máximo. por que ter uma sala quando você pode ter uma boate. bebia e fazia a gente beber todas as noites. acordávamos descompuestos, mas felizes, muito felizes por estarmos vivos na bolívia profunda. um dia, brel retumbando sobre os marinheiros do porto de amsterdam, laurent me perguntou se já tinha lido the master and margarita. e escreveu no meu caderno: bulgakov. acho que era o livro favorito dele. laurent, o cara que havia bebido com metade da romênia. e que odiava a frança, havia trabalhado em jersey como garçom durante dois anos para poder viajar. laurent recomendava o livro, deveria ser no mínimo interessante (e aqui omiti todas as nossas conversas sobre a vida e a literatura, por questão de preguiça, mas que pesaram muito para que o livro se conservasse na minha uixilisti). the master and margarita, the master and margarita, the master and margarita. toda a vez que ia a um sebo, procurava. e nada. havia encontrado uma vez em livraria, 17 euros, caro. e anteontem, na biblioteca, passeando pela letra B, encontro o bulgakov. felicidade. e hoje é um belo dia para ler the master and margarita. há café aqui dentro. está cinza lá fora. as árvores, confiro pela janela, na metade de seu lento strip-tease vegetal.




jacques brel, amsterdam

merci, laurent.

terça-feira, outubro 14, 2008



a orquestra literária do paulo scott -- dia 15/10 (amanhã) e 16/10, no sesc da avenida paulista. paulo scott combinou trechos de poemas de diversos autores contemporâneos como um dj mixando canções. num telão, retratos dos poetas e imagens se misturam. haverá, nos intervalos, participações especiais de escritores como veronica stigger e índigo. scott, mestre de cerimônia, flu (guitarras e sampler), rodrigo penna (mixagens), a cantora simone carvalho (leitura) e a atriz fernanda d'umbra (leitura) põem tudo em movimento. entre os poetas estão alice sant'anna, bruna beber, fábio weintraub, fabricio corsaletti, joca reiners terron e marcelo montenegro. tem um verso meu lá. como a lista é grande, vejam no blog do paulo todos os participantes e mais detalhes sobre a orquestra literária. e apareçam no sesc. 
there's a needle
in your noodles
you're in trouble


a. bishô em "passeando na língua de larkin - memórias de uma escova de dentes"

sexta-feira, outubro 10, 2008

bah, tu já leu isto?



na cozinha do marcelo noah, em janeiro, dois cafés fumegantes, ele lia em voz alta uns trechos do poema sujo. havia bananeiras e vaginas e trens que faziam piuiii, todos recobrando fôlego naquela cozinha em porto alegro.

noah tem a segunda edição do livro e me assegurava que era outra leitura, bem diferente, estava diagramada como quis o gullar. as páginas são mais largas, próprias para caber versos que acreditavam ser os últimos. fôlego até o fim. noah tem razão.

ontem a selvi me trouxe uma cópia da matéria que saiu no página 12. gullar está em buenos aires 33 anos depois de ter escrito o poema. foi de carro, 2 dias na estrada, porque tem medo de avião.

terminei de ler o poema sujo numa tarde chuvosa no laranjal. fiquei tonta. "bah, tu já leu isto?" é uma das frases do noah que mais gosto. "bah, tu ainda não leu o poema sujo?" o que seria de mim sem as ganas de leer do noah? precisamos de amigos assim.

qual foi a última vez que você leu um poema em voz alta? não tem nada a ver com declamar, nada a ver com leitura organizada de poesia, é outra coisa: é pra chegar à medula. depois silêncio, a geladeira ronronando. você está vivo.

aqui a matéria do página 12 sobre o gullar em buenos aires.




a edição original. foto do marcelo noah.

quinta-feira, outubro 09, 2008

pessoa schmessoa


estou lendo o cosmopolitan greetings, livro do allen ginsberg com poemas escritos entre 1986 e 1992. encontrei um poema intitulado "salutations to fernando pessoa". longe de ser laudatório. começa: "todas as vezes que leio pessoa eu penso/ que sou melhor que ele e faço a mesma coisa/ com mais extravagância - ele é apenas de portugal,/ eu sou americano o maior país do mundo/ neste momento fim do século XX embora portugal/ tivesse um grande império no século 15 não importa/ agora encolhido num canto da península ibérica (...)".

pelas barbas do poeta! mas deixa a peixeira (na foto, uma tramontina 6'') quieta na parede um cadinho mais.

não conseguia acreditar. como assim, o ginsberg detonando o pessoa? cuspindo no prato que comeu? espera aí! "(...) eu vivi 61 anos do século XX/ pessoa caminhava pela rua do ouro até 1936/ ele entrou no whitman então eu entrei no pessoa não/ importa o que eles digam afinal morto ele não retrucaria".

ou você defende o pessoa com a peixeira literária ou ri, embarca na piada e aprende um pouco mais sobre o seu próprio fígado e intestinos. sobre o seu próprio cu e o seu próprio cânone! mas como é que eu tenho certeza de que isso é uma piada? pequeno tatu-bola da existência cíclica, não dá pra ter certeza de nada ao ler poesia. por isso é tão refrescante!

"de que maneira sou melhor que o pessoa?/ conhecido em 4 continentes tenho 25 livros em inglês ele só 3/ os dele a maioria em português, mas não é culpa dele/ - os eua são um país maior (...)"

gaaaaa! querido barbudo!

"estou falando seriamente sobre mim & pessoa./ de qualquer maneira ele nunca me influenciou, nunca li o pessoa/ antes de ter escrito o meu celebrado howl já traduzido a 24 línguas,/ até hoje a influência do pessoa não foi uma ansiedade(...)"

hit me baby one more time!

"considerando o pessoa, sobre que ele escreveria? / (lisboa, o mar, etc.) o método peculiarmente alongado do whitman,/ diarréia da boca algumas pessoas dizem -- pessoa manéssoa."

depois de ler o poema fiquei com vontade de ir lá na casa do noah.

quarta-feira, outubro 08, 2008

há uma semana


morreu a avó do serge
quando cheguei à cidade do méxico

hola, bienvenida
mi abuela murió ayer
hoy vamos a oaxaca
a enterrarla
vamos en camioneta y hay espacio,
salimos a las 4pm aprox,
quieren venir?
es en un pueblo y
es un entierro con música,
regresaríamos el viernes,
abrazo



se não tivesse eu mesma
que lidar com o assunto
nos dias seguintes


há uma semana encontrei
novamente o serge
e o s. loo, comemos uns tacos
de nopales na colonia roma
depois fomos caminhar
pela zona rosa


assim, como se nada


fazia frio e eu sabia que o frio
de df era mais doce
e que sentiria falta


tomamos 3 cafés americanos
na livraria pêndulo


serge me contou sobre o enterro
da avó, disse que finalmente
tinha conseguido fazer as pazes


eu mesma tenho que fazer as pazes
com alguns
que já se foram
sabe-se lá para onde


hoje estou em delft, dez mil
quilômetros daí, serge e s. loo,
a visita foi curta


espero que nos vejamos de novo
e que os nossos sempre subam aos céus
com música.
a gaveta

meus poemas às vezes sobem a motocicletas
emprestadas por duendes e vão-se embora.
alguns podem ser encontrados, também,
a zero quilômetros daqui, pedindo carona.
outros decidem pular no lago com os patos,
nadar com os patos, voar para outro lado.
também tenho poemas que decidem viver
à margem, numa lixeira bem grande.
já não querem mais saber da senhora
que não lhes dá dinheiro nem banho
nem lhes apresenta à sociedade
quando fazem 15 anos.
outros caem fora porque sabem
que não servem para nada, não vão
te devolver horas de sono ou de metrô.
não vão te contar uma história bonita.
nem te elevar sobre uma poça de lama.
não podem fazer nada esses poemas.
então viram chamas, viram bolas amassadas
e reencarnam recicladas, papel de memorando.
salvo os que entendem que há algo mais
que a matéria, esses são os que dizia
no início do poema, mas esses dão ouvidos
às fadas, e acreditam em motocicletas.

terça-feira, outubro 07, 2008

NOSSOS COMMERCIAES:
MOSTRA SESC DE ARTES 08


começa amanhã, dia 8, a mostra sesc de artes.

gosto muito do sesc. posso dizer, sem exagerar, que minha vida mudou dentro do sesc consolação, em junho de 2005, numa oficina de poesia.

agora tenho a honra de mostrar uns poemas por lá. mais especificamente, em guardanapos, nas paredes e, fora dos sesc, em movimento: nas tvs dos ônibus (ricardo silveira pingou colírio nos poemas).

além disso, na mesma instigante programação, dia 15 tem a ORQUESTRA LITERÁRIA, regida pelo paulo scott. eu toco tuba malcriada.

toda a programação aqui.
um poema de raymond carver. gracias nicolás por haber mencionado este poema. es realmente buenísimo.


The baker

Then Pancho Villa came to town,
hunged the mayor
and summoned the old and infirm
Count Vronsky to supper.
Pancho introduced his new girl friend,
along with her husband in his white apron,
showed Vronsky his pistol,
then asked the Count to tell him
about his unhappy exile in Mexico.
Later, the talk was of women and horses.
Both were experts.
The girl friend giggled
and fussed with the pearl buttons
on Pancho's shirt until,
promptly at midnight, Pancho went to sleep
with his head on the table.
The husband crossed himself
and left the house holding his boots
without so much as a sign
to his wife or Vronsky.
That anonymous husband, barefooted,
humiliated, trying to save his life, he
is the hero of this poem.




minha versão álamo para os amigos monoglotas:

O Padeiro

Então Pancho Villa chegou à cidade,
enforcou o prefeito
e convocou o velho e trêmulo
Conde Vronski para jantar.
Pancho apresentou sua nova namorada,
junto com o marido em seu avental branco,
mostrou a Vronski sua pistola,
depois pediu ao Conde que lhe contasse
sobre seu infeliz exílio no México.
Mais tarde, a conversa foi sobre mulheres e cavalos.
Os dois eram especialistas.
A garota dava risadinhas
e mexia nos botões de pérola
da camisa de Pancho até que,
precisamente à meia-noite, Pancho pegou no sono
com a cabeça na mesa.
O marido fez o sinal da cruz
e deixou a casa segurando as botas
sem fazer um gesto
à mulher ou a Vronksy.
Esse marido anônimo, descalço,
humilhado, tentando salvar sua vida, ele
é o herói deste poema.
atualizações. confira, na lista ao lado, os blogs dos amigos nicolás alberte, fabiano calixto e joca reiners terron.

atualização da atualização (08/10): incluí o blog do ismar tirelli neto, autor do synchronoscópio, livro que orgulhosamente orelhei. eu já disse "leiam o ismar"?

sábado, outubro 04, 2008

em são paulo

dia 8 começa a mostra de sesc de artes 08.
participo com 3 poemas.
mais info *aqui*.




em santiago do chile


héctor hernández, pablo paredes e convidados de vários países deste continente tocam o terror nas noites de santiago. clica aqui para ver a programação do festival poquita fe, que começa dia 7.




em berlim

de 15 a 22 de novembro, festival latinale. a lista de convidados já está no blog. imagino pelo menos 2 leituras de tirar o fôlego: mine reynosa e yanko gonzáles.