sábado, fevereiro 07, 2004

Uma coisa me diverte muito no caminho que faço todos os dias até a estação Santa Cecília. Uma galinha, um galo e um pintinho ciscam mui felizes e free range na calçada enquanto carros e ônibus voam pela Alameda Barros. Ensinadinha, a família galinácea sabe muito bem até onde pode ir, de modo que os donos da loja de animais nem piscam quando abrem a porta da gaiola. Eu sim me preocupo. Tenho acompanhado o crescimento do jovem pintinho e temo pela segurança do futuro galo (galinha). Outro dia mesmo vi uma pomba morta na Alameda Barros. Toc toc toc. Ah, a impermanência.

Meu sorriso inspirado pelos saltitantes bípedes se desfaz logo ao chegar ao Largo de Santa Ceci, onde imperam os paulistanus cuspidoris, animais que têm necessariamente de virar a cabeça para contemplar o traseiro das fêmeas que passam. Com o futuro desses galos eu não me importo não.

quarta-feira, fevereiro 04, 2004

Eu dizia para o moço: olha que o corpo é de luta e não de perfumaria.

Hilda Hilst, em Fluxo Floema

terça-feira, fevereiro 03, 2004

I like a view but I like to sit with my back turned to it.

Gertrude Stein, "The Autobiography of Alice B. Toklas"