Sexta-feira, Janeiro 06, 2012

dia 18 de janeiro



18/01/12 : Quarta-feira - 20:00

Livraria da Vila & a revista Modo de Usar & Co.
convidam para uma leitura com os autores

VERONICA STIGGER
FABIANA FALEIROS
DIRCEU VILLA
FABIANO CALIXTO
RICARDO DOMENECK

Às 19:00, pouco antes da leitura, ocorre ainda o evento paralelo de pré-lançamento do novo livro de Ricardo Domeneck, "Ciclo do amante substituível" (7Letras, 2012).

Livraria da Vila
Rua Fradique Coutinho, 915
Pinheiros, São Paulo SP
(0xx)11 3814-5811

Quarta-feira, Outubro 19, 2011

cesária roxa foi comprar cigarros.

Quinta-feira, Outubro 13, 2011

ei, vamos ouvir ramones



agora: como segue a série da poetisa? não sei. ela simplesmente me abandonou. voltará?

eu tenho os poemas do escaravelho do descalabro.

mas vamos ouvir ramones.

Segunda-feira, Outubro 03, 2011

3 x 2 x 1


a poetisa gostava muito da história
do velho, do menino e do burro
ou seria mais certo dizer a história
do menino, do burro e do velho
ou ainda aquela antiga história
do burro, do velho e do menino
mas parecia que era realmente
do burro, do menino e do velho
poderia ser também, quem sabe
do menino, do velho e do burro
e para não ferir sensibilidades
do velho, do burro e do menino
gostava, não gosta mais
porque lembra dos rapapés
e com-licenças de seu país
“o leitor será carregado no alto
onde pensa que habita
e depois atirado na lama
para pensar como um poeta”

ou uma poetisa, no caso


Terça-feira, Setembro 27, 2011

um poema de "o escaravelho do descalabro",
gentilmente cedido pela poetisa



os poetas não me lêem não quem me lê
são os passarinhos e as florzinhas nos campos
que me lêem sim e os peixinhos no riacho
ai sim e os peixinhos no riacho que contam
para os caramujos que boa poetisa eu sou
ai sim e os caramujos que entram
na tubulação e anunciam minha glória
na cloaca municipal
ai sim quem me lê são os bichinhos
são os paramécios
são os e.coli
e os seus semelhantes



Sexta-feira, Setembro 23, 2011

percalços da poetisa


a poetisa chega à alfândega e o funcionário da polícia federal logo desconfia. pede-lhe que abra as palavras. "isso pode demorar", pensa a poetisa. as palavras estão carregadas de significado até o máximo grau possível. o funcionário pergunta-lhe se ela sabe quanto significado pode trazer nas palavras. a poetisa diz que sim. o funcionário da polícia federal balança a cabeça e diz que infelizmente vai ter de registrar a infração.



Terça-feira, Setembro 20, 2011

três poemas de "cigarros na cama",
de ricardo domeneck




3.

Comecei a fumar porque você fuma
e eu certamente não queria viver
mais que você. Agora já sem
o seu hálito, suas bitucas e cinzas
na mesma cama, começo o dia
com um cigarro, exatamente
e ainda pelo mesmo motivo.



12.

Fumando na chuva,
curvado e ainda mais corcunda,
preferindo proteger o cigarro,
não a nuca.



17.

Passo a fumar à francesa
segundo a sua descrição
e nomenclatura: com o cigarro
na mão direita
levo-o ao canto esquerdo da boca,
deixo os dedos levemente abertos
com o cigarro nos lábios
entre o indicador e o dedo médio,
fazendo côncavas as bochechas
com a inspiração do fumo,
mas talvez eu esteja apenas
imitando-o agora à distância.